quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Interviu ou interveio?

Essa é uma dúvida comum em nosso idioma. Qual é o correto: interviu ou interveio?
O correto é 'interveio' e a explicação é simples. O verbo 'intervir' deriva do verbo 'vir' e, por isso, deve seguir a conjugação deste verbo, e não a do verbo 'ver'. Por isso, no pretérito perfeito, temos:


     Vir                  Intervir

   Eu vim             Eu intervim

 Tu vieste          Tu intervieste

  Ele veio            Ele interveio

Nós viemos       Nós interviemos

Vós viestes        Vós interviestes

Eles vieram        Eles intervieram


Este post é dedicado ao meu amigo Evandro. :)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Teste seu português em apenas uma frase

Aí vai um desafio para quem quiser testar seus conhecimentos de língua portuguesa. Trata-se de um teste realizado em um curso na American Airlines, que vem sendo bastante divulgado pela internet.
Na frase abaixo, deverão ser colocados um ponto e duas vírgulas para que a frase tenha sentido:

"MARIA TOMA BANHO PORQUE SUA MÃE DISSE ELA PEGUE A TOALHA."

Pense antes de ver a resposta que está mais abaixo. Não olhe a resposta antes de tentar acertar!

A resposta está mais abaixo.





RESPOSTA:


"Maria toma banho porque sua. Mãe, disse ela, pegue a toalha."

A confusão está no fato de ter sido usado o verbo "suar" na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), que é facilmente confundido com o pronome possessivo "sua". A língua portuguesa é fogo, mesmo!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Palíndromo

Hoje iremos falar sobre uma palavra muito pouco ouvida por aí, mas que nos traz uma informação interessantíssima. Um palíndromo é uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos, normalmente, da esquerda para a direita e ao contrário.

Exemplos: OVO, OSSO, RADAR.

O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase;
é o caso do conhecido: SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.

Os palíndromos são difíceis de encontrar, mas existem alguns já conhecidos. Só fico me perguntando como uma pessoa descobre essas coisas. Não deve ser uma tarefa fácil...

Seguem alguns exemplos:

ANOTARAM A DATA DA MARATONA

ASSIM A AIA IA A MISSA

A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA

A DROGA DA GORDA

A MALA NADA NA LAMA

A TORRE DA DERROTA

LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA:
ANIL É COR AZUL

O CÉU SUECO

O GALO AMA O LAGO

O LOBO AMA O BOLO

O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO

RIR, O BREVE VERBO RIR

A CARA RAJADA DA JARARACA

SAIRAM O TIO E OITO MARIAS

ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ


Se souberem de mais palíndromos, compartilhem conosco!

Até mais!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Dicas úteis - Horas

1. ABREVIATURA DE HORAS

- A abreviatura de hora(s) é: 2h, 3h.
- O "h" é minúsculo e sem "s" nem ponto (a não ser no final do parágrafo).

a) Deve vir imediatamente após o número, sem espaço.
b) A fração de minuto(s) vem logo após: 2h15min (também sem ponto nem espaço).


2. NÃO AOS DOIS PONTINHOS

Na língua portuguesa, as horas e minutos não são representados com o uso de dois pontos (15:00). Isso é prática nos países de língua inglesa.


3. ARTIGO, SEM EXCEÇÃO

- As palavras que indicam horas exigem artigo, sem exceção:

Exemplos:

"Telefone-me antes do meio-dia".

"Estarei em casa a partir das nove horas".

"Elisa nos procurou da uma às duas".

"Telefonei-lhe entre as duas e as três horas".

"Estiveram aqui por volta da meia-noite".

"Vimos lfigênia pouco antes das cinco horas".

"Só encontrei Neusa depois da uma da madrugada".

"O desfile começará por volta da meia-noite"


4. OS MINUTOS SÃO MASCULINOS

- Quando o numeral se refere a minuto(s), evidentemente usa-se "o(s)":

Exemplos:

"O telejornal começa aos cinco (minutos) para as oito".

"Cheguei aos quinze para a meia-noite".

"A reunião terá início a partir dos dez para as nove".

"O filme começou aos dois para as seis".

"O ônibus sai aos vinte para as nove".

"Cheguei por volta dos quinze para a uma".


5. A IMPRENSA E A MÍDIA BRASILEIRAS IGNORAM TUDO ISSO.


Fonte: "DICIONÁRIO DE DÚVIDAS, DIFICULDADES E CURIOSIDADES DA LÍNGUA PORTUGUESA".
Luiz Antonio Sacconi - Editora Harbra

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Vem, vêm, veem, vêem, tem, têm - Para não confundir

Com o novo acordo ortográfico, que aboliu o uso do acento circunflexo em certas palavras com vogais duplicadas, surgiram algumas dúvidas e acabou por levar as pessoas ao uso de uma regra inadequada.
Para que o estudo dessa regra se torne mais clara, vamos separá-lo em dois tópicos:

1- Palavras terminadas em "oo", como enjôo, vôo, abençôo, magôo, perdôo, perdem o acento e passam a ser grafadas da seguinte forma: enjoo, voo, abençoo, magoo, perdoo.

2- Os verbos crer, dar, ler, ver, quando estiverem na terceira pessoa do plural do indicativo ou subjuntivo (e seus derivados), deixam de ser acentuadas.
Antes: crêem, dêem, vêem, lêem, descrêem, relêem, revêem.
Agora: creem, deem, veem, leem, descreem, releem, reveem.

Existem, porém, alguns equívocos ao aplicar as regras do segundo tópico. Vejo muitas pessoas confundindo a questão da acentuação dos verbos ter e vir e seus derivados. É importante lembrar que o acento não é mais empregado quando há a duplicação da vogal, o que não acontece na flexão dos verbos ter e vir. Por exemplo: Ele tem - Eles têm / Ele vem - Eles vêm (note que este último é o verbo "vir", e não o verbo "ver"). Nesses dois casos, não há a duplicação da vogal, portanto o acento permanece.
Os derivados desses verbos continuam inalterados:
Ele detém - Eles detêm / Ele intervém - Eles intervêm.

Prestando atenção a estas regras, não há mais como errar. Simplificando: lembre-se dos verbos crer, dar, ler e ver (e seus derivados), que na escola memorizávamos como "credelevê". Estes verbos duplicam as vogais e perdem o acento circunflexo. Os demais, continuam como estavam. Simples assim!

Até a próxima!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Uso da vírgula

Como uma irreverente introdução ao assunto desse post, que é o uso da vírgula, segue abaixo um texto já bem conhecido por circular na internet. Embora eu não conheça a autoria, parabenizo o autor pela criatividade ao expor o assunto! 

Sobre a Vírgula

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere..

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis...
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.

Detalhes Adicionais:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.

* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM.

* * * * *

Bom, pelo que se pôde ver, a vírgula é algo que merece maior atenção, pois seu uso incorreto pode causar grandes confusões e comprometer o sentido do texto. Pesquisei sobre o assunto na gramática do famoso linguista Evanildo Bechara, em sua edição mais atualizada, e repasso para vocês o que nela é explicado. Segue o texto na íntegra:

Vírgula - Emprega-se a vírgula:

a) para separar termos coordenados, ainda quando ligados por conjunção (no caso de haver pausa).
"Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado" [MA.1, 48].
- "Ah! brejeiro! Contanto que não te deixes ficar aí inútil, obscuro, e triste" [MA.1, 93].

OBSERVAÇÃO: Na série de sujeitos seguidos imediatamente de verbo, o último sujeito da série não é separado do verbo por vírgula:
Carlos Gomes, Vítor Meireles, Pedro Américo, José de Alencar tinham-nas começado [CL.1, I, 102].

b) para separar orações coordenadas aditivas ainda que sejam iniciadas pela conjunção e, proferidas com pausa.
"Gostava muito das nossas antigas dobras de ouro, e eu levava-lhe quanta podia obter" [CL.1, I, 53].
"No fim da meia hora, ninguém diria que ele não era o mais afortunado dos homens; conversava, chasqueava, e ria, e riam todos" [CL. 1, I, 163].

c) para separar orações coordenadas alternativas (ou, quer, etc), quando proferidas com pausa:
Ele sairá daqui logo, ou eu me desligarei do grupo.

OBSERVAÇÃO: Vigora esta norma quando ou exprimir retificação:
Teve duas fases a nossa paixão, ou ligação, ou qualquer outro nome, que eu de nome não curo [MA. 1,52].
Se denota equivalência, não se separa por vírgula o ou posto entre dois termos: Solteiro ou solitário se prende ao mesmo termo latino.

d) nas aposições, exceto no especificativo:
"ora enfim uma casa que ele meditava construir, para residência própria, casa de feitio moderno..." [MA. 1, 238].

e) para separar, em geral, os pleonasmos, e as repetições (quando não têm efeito superlativamente).
"Nunca, nunca, meu amor!" [MA. 1, 55].
A casa é linda, linda.

f) para separar ou intercalar vocativos; nas cartas a pontuação é vária (em geral, vírgula), e na redação oficial usam-se dois pontos.

g) para separar as orações adjetivas de valor explicativo:
"perguntava a mim mesmo por que não seria melhor deputado e melhor marquês do que o lobo Neves, - eu, que valia mais, muito mais do que ele, - ..." [MA. 1, 137].

h) para separar, quase sempre, as orações adjetivas restritivas de certa extensão, principalmente quando os verbos de duas orações diferentes se juntam:
"No meio da confusão que produzira por toda a parte este acontecimento inesperado e cujo motivo e circunstâncias inteiramente se ignoravam, ninguém reparou nos dois cavaleiros..." [AH. 1, 210].

OBSERVAÇÃO: Esta pontuação deve ocorrer ainda que separe por vírgula o sujeito expandido pela oração adjetiva:
Os que falam em matérias que não entendem, parecem fazer gala da sua própria ignorância [MM].

i) para separar as orações intercaladas:
"Não lhe posso dizer com certeza, respondi eu" [MA. 1, 183].

j) para separar, em geral, adjuntos adverbiais que precedem o verbo e as orações adverbiais que vêm antes ou no meio da sua principal:
"Eu mesmo, até então, tinha-vos em má conta..." [MA. 1, 185].
"mas, como as pestanas eram rótulas, o olhar continuava o seu ofício..." [MA. 1, 183].

k) para separar, nas datas, o nome do lugar:
Rio de Janeiro, 8 de agosto de 1961.

l) para separar as partículas e expressões de explicação, correção, continuação, conclusão, concessão:
"e, não obstante, havia certa lógica, certa dedução" [MA. 1, 89].
Sairá amanhã, aliás, depois de amanhã.

m) para separar as conjunções e advérbios adversativos (porém, todavia, contudo, entretanto), principalmente quando pospostos:
"A proposta, porém, desdizia tanto das minhas sensações últimas..." [MA. 1, 87].

n) para indicar, às vezes, a elipse do verbo:
Ele sai agora: eu, logo mais.

o) para assinalar a interrupção de um seguimento natural das ideias e se intercala um juízo de valor ou uma reflexão subsdiária.

p) para desfazer possível má interpretação resultante da distribuição irregular dos termos da oração, separa-se por vírgula a expressão deslocada:
De todas as revoluções, para o homem, a morte é a maior e a derradeira [MM].

Fonte: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. Rio de Janeiro: Fronteira, 2009. 37ª edição, p. 609-610.

* * * * *

Como se pôde ver, existem muitas regras para o emprego da vígula. É claro que é difícil decorar todas essas regras, mas é bom lê-las e recorrer a elas em caso de dúvida. E, mais uma vez, reforço que a prática da boa leitura também contribui muito para a fixação de certas regras, o que muitas vezes se dá de maneira inconsciente, porém, não menos eficaz.

Até a próxima!

sábado, 19 de junho de 2010

A língua portuguesa escrita e os maus aprendizados

Hoje em dia, com a grande difusão de textos através de vários tipos de mídia, torna-se cada vez mais fácil ter acesso e/ou publicar qualquer tipo de texto. A internet tem sido uma ferramenta maravilhosa para promover uma infinidade de produções escritas de qualquer gênero. Com toda essa facilidade, começam a circular textos sem haver muita preocupação com a estética, com a ortografia ou com as regras gramaticais.

Ao ler um texto ortográfica e gramaticalmente incorreto, acaba-se aprendendo a escrever de uma maneira equivocada. A maioria das experiências de aprendizagem se dão de maneira inconsciente, pelo menos esse é o meu ponto de vista. Abstrai-se vários conhecimentos em situações onde menos se espera que isso aconteça. Por exemplo (levando para o lado do aprendizado linguístico), quando uma pessoa lê uma palavra, esta será gravada em sua mente da forma como esta pessoa a leu. Quando esta mesma pessoa ler a mesma palavra, mas com a grafia diferente, ela saberá que há algo errado com a palavra. Talvez a pessoa nem saiba onde se encontra o erro, mas sabe que ele existe. Assim se dá o aprendizado de qualquer língua, lógico que não exclusivamente dessa forma.

Uma saída para este problema de aprendizados equivocados em relação ao idioma é que se leia mais, porém não de qualquer fonte, mas textos de autores consagrados, de preferência textos jornalísticos, literários etc. O português, pelo menos aqui no Brasil, tem sido vítima do mau uso, e essa tendência em escrever sem levar em conta as regras gramaticais tem feito com que se escreva cada vez pior. Não estou dizendo que não se deva ler textos da internet ou de outras fontes que não sejam as que eu exemplifiquei. Na internet circulam excelentes textos, embora nem sempre estejam corretos sob o ponto de vista da gramática. Mas é preciso saber identificar esses erros para não passarmos a internalizar regras incorretas. Outra boa dica é ter sempre uma gramática e/ou dicionário por perto, pois, quando surgir uma dúvida, você terá uma fonte confiável para recorrer.

Senti uma grande necessidade em redigir este texto, pois tenho visto muitas produções escritas de alto valor intelectual, mas, infelizmente, com graves erros ortográficos e gramaticais. Precisamos dar mais valor à nossa língua. A minha opinião é que, se falamos apenas uma língua em nosso país, ao contrário de vários países onde se falam duas, três, quatro línguas oficiais ou mais, temos a obrigação de escrever bem o nosso único idioma oficial. A regra para a língua falada é mais flexível, mas a escrita deve ser feita corretamente, ou seja, dentro das normas.

E você? O que acha? Vamos compartilhar opiniões!

Até mais!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Análise Sintática - Noções Gerais

Conforme foi dito aqui no último post, fiquei de abordar sobre análise sintática, esse assunto tão "temido" da nossa língua portuguesa. Mas, apesar dessa má fama, a análise sintática não é nenhum bicho de sete cabeças.
Quando a análise sintática é aprendida através de uma explicação mais simplificada (e não decorada, como muitos tentam fazer), não há grandes dificuldades. Por isso, vamos por partes. A intenção é abordar o assunto por capítulos, que serão postados sequencialmente, de forma a facilitar o aprendizado.

Em linhas gerais, a análise sintática encarrega-se de examinar, classificar e reconhecer as estruturas da sintaxe, que são os períodos, as orações e os termos das orações. A análise sintática segue uma sequência lógica: o período é decomposto em orações, as orações separadas em sujeito e predicado, e estes são analisados.
.
Termos Básicos

Os termos básicos formam a estrutura do todo. Uma frase é todo trecho que possui sentido. Oração é uma frase, ou parte de uma frase que possui estrutura sintática completa ou quase completa. Em uma frase, pode existir uma ou mais orações. Existem vários tipos de orações, e estas são classificadas de acordo com sua função sintática na frase. Se uma oração depende da outra, chamamos uma de "principal" e a outra de "subordinada". Se uma não depender da outra, chamamos de "coordenada". O período é classificado de acordo com a quantidade de orações que há na frase. Se houver apenas uma oração, o período é simples; se houver mais de uma, ele é composto.  Exemplos:

Chove forte. (uma oração e período simples)

Chove forte,/ mas eu trouxe meu guarda-chuva. (duas orações: a primeira é a principal e, ao mesmo tempo, coordenada; a segunda é subordinada; o período é composto)

Termos Essenciais

Os termos essenciais formam as partes mais importantes na frase: o sujeito e o predicado. Sujeito é "quem" ou "o que" realiza a ação. O predicado é o local onde ocorrem essas ações. Exemplos:
.
Eu fui ao mercado. (sujeito: eu)

Naiara e Estefani viajaram. (sujeito: Naiara e Estefani)

O violino custou caro. (sujeito: o violino)

Assim, concluímos que os sujeitos das frases são: "eu", "Naiara e Estefani" e "o violino". "Fui ao mercado", "viajaram" e "custou caro" são predicados.

Existem vários tipos de sujeitos e predicados, assim como existem vários tipos de frases, orações e períodos, mas isso é assunto para outro post.

Espero que essa breve introdução esclareça alguns conceitos básicos e que suscite dúvidas, pois é com as dúvidas que temos a oportunidade de aprender mais profundamente a respeito de qualquer coisa.

Mandem suas dúvidas através dos comentários que falaremos sobre elas aqui no Ortografando.

Até mais!

sábado, 15 de maio de 2010

Encerramento de enquete

A primeira enquete do Ortografando encerrou há uns dias. A intenção era saber qual assunto da língua portuguesa os visitantes do blog gostariam de ver aqui com mais frequência. O resultado foi o seguinte:

Análise sintática: 42%

Semântica: 0%

Figuras de linguagem: 28%

Curiosidades da língua portuguesa: 28%

O tema mais votado foi "análise sintática", e confesso que o resultado muito me surpreendeu! Portanto, daqui para frente, abordarei mais esse tipo de assunto aqui no Ortografando.

Agradeço a todos que participaram, pois é com esse tipo de contribuição que este blog pode ficar cada vez melhor e atender às dúvidas de quem passa por aqui.

Até mais!

Vir de encontro a ou Vir ao encontro de?

Vir de encontro a e vir ao encontro de são duas expressões que são usadas, muitas vezes, de maneira equivocada. Ambas se assemelham quanto à forma, mas têm significados bem diferentes. Deve-se saber distinguir bem essas duas expressões, pois, de maneira mal-empregada, podem modificar completamente o sentido de uma frase ou expressão.
Ambas podem se encontrar no mesmo tipo de frase, por exemplo:

1. O que aconteceu ontem veio de encontro às nossas expectativas.
2. O que aconteceu ontem veio ao encontro de nossas expectativas.

Dependendo do assunto, você escolhe a primeira ou a segunda opção. Em (1), o acontecido deve ter sido desagradável, ruim, pois de encontro a dá idéia de oposição, contrariedade. Em (2), o sentido da frase muda completamente, pois ao encontro de sugere algo agradável, bem-vindo; dá idéia de favorecimento.

Portanto, a interpretação depende do contexto. Em geral, a própria frase ou o parágrafo traz uma palavra negativa ou positiva que ajuda na compreensão da expressão utilizada. Veja os exemplos:

- Os noivos subiram a escadaria da igreja para ir ao encontro da felicidade.
- Acho ótima sua idéia. Ela vem ao encontro do que eu tinha imaginado.
- Infelizmente seu projeto vai de encontro ao desejo da maioria.
- Essa medida arbitrária virá de encontro às aspirações da sociedade.

Resumindo:

Ao encontro de: para junto de, favorável a.

De encontro a: contra, em prejuízo de.

sábado, 8 de maio de 2010

Desapercebido ou despercebido?

Desapercebido ou despercebido? Parecem palavras sinônimas, mas não são.

Observe as frases abaixo. Qual você acha que está correta?

a) Ele passou tão desapercebido que ninguém deu pela sua passagem.
b) Ele passou tão despercebido que ninguém deu pela sua passagem.

A resposta correta é a letra "b". Por quê? Bom, vamos às explicações.

Repare na distinção entre os dois termos:

-> Desapercebido - significa desprevenido, desguarnecido, desacautelado.

Exemplo:

Você é tão desapercebido... Não percebeu que ela estava brincando contigo?

-> Despercebido = significa que não se vê, não se ouve, não se nota ou mal se sente.

Exemplo:

Com um gesto despercebido, ele roubou-lhe a carteira.

Com esta palavra também se formam as seguintes expressões:

- fazer-se despercebido = fingir que não se percebe alguma coisa.
- passar despercebido = passar sem ser notado.

São diferenças sutis na grafia das palavras que acabam por confundir um pouco o sentido das mesmas e acabam por estas serem empregadas equivocadamente. Mesmo em textos muito bem escritos, nos deparamos com alguns "tropeços" no uso da língua.

Portanto, é bom ficarmos atentos para não fazermos feio em textos mais importantes, como provas de vestibular ou de concursos, na elaboração de currículos, ao redigirmos uma redação em uma seleção de emprego etc.

É sempre bom atualizarmos os conhecimentos da nossa língua, acompanharmos as mudanças, adotarmos o hábito de consultar o dicionário e a gramática, sempre que houver dúvidas. Afinal, é a única língua falada (oficialmente) aqui no Brasil, e acho que esta merece ser bem escrita e falada, sempre que possível.

Até mais!

terça-feira, 4 de maio de 2010

As Origens da Língua Portuguesa

A língua portuguesa é uma língua neolatina, formada da mistura de muito latim vulgar e da influência árabe e das tribos que viviam na região. Sua origem está altamente conectada a outra língua - o galego-, mas o português é uma língua própria e independente. Apesar da influência dos tempos tê-la alterado, adicionando vocábulos franceses, ingleses, espanhóis, ela ainda tem sua identidade única, sem a força que tinha no seu ápice, quando era quase tão difundida como agora é o inglês.
.
No oeste da Península Ibérica, na Europa Ocidental, encontram-se Portugal e Espanha. Ambos eram domínio do Império Romano há mais de 2.000 anos, e estes conquistadores falavam latim, uma língua que eles impuseram aos conquistados. Mas não o latim culto, usado pelas pessoas cultas de Roma e escrito pelos poetas e magistrados, mas o popular latim vulgar, falado pela população em geral. Isto aconteceu porque a população local entrou em contato com soldados e outras pessoas menos cultas, não magistradas.

Evidentemente, não podemos simplesmente desprezar a influência linguística dos conquistados. Estes dialetos falados na península e em outros lugares foram regionalizando a língua. Também devemos considerar a influência árabe, que inseriu muitos termos nos romanços (do latim romanice, que quer dizer "falar à maneira dos romanos"), até a Reconquista. Este processo formou vários dialetos, que são os romanços. Quando o Império Romano caiu no século V, este processo se intensificou e vários dialetos foram se formando.
.
No caso específico da península, surgiram dialetos que acabaram se tornando línguas, como o catalão, o castelhano e o galego-português (falado na faixa ocidental da península). Foi este último que gerou o português e o galego (mais tarde, uma língua falada apenas na região de Galiza, na Espanha). O galego-português existiu apenas durante os séculos XII, XIII e XIV, na época da Reconquista. Após esse período, foram aparecendo, cada vez mais, diferenças entre o galego e o português. Este último era falado no sul da faixa ocidental da província, na região de Lisboa. Esta língua consolidou-se com o tempo e com a expansão do Império Português.

Do século XII ao século XVI, falava-se uma forma arcaica de português, ainda com a influência do galego. Foi com essa linguagem que escreveram os trovadores naquela época, enriquecendo a então paupérrima língua portuguesa, que contava com apenas 5.000 vocábulos no século XII. Esta fase da Língua Portuguesa termina com a nomeação de Fernão Lopes como cronista-mor da Torre do Tombo, em 1.434. Mas apenas a partir do século XVI, com a intensa produção literária renascentista de Portugal, especialmente a de Camões, o português uniformiza-se e adquire as características atuais da língua. Em 1.536, Fernão de Oliveira publicou a primeira Gramática da Linguagem Portuguesa, consolidando-a definitivamente.


Luís Vaz de Camões

Fonte: http://eduquenet.net/origemlingua.htm (adaptado)

Algumas dicas úteis

Seguem abaixo algumas situações básicas do nosso português que normalmente geram dúvidas. É bom ficarmos atentos a alguns detalhes, pois tratam-se de equívocos muito frequentes no cotidiano de grande parte da população.

Vale lembrar que a linguagem virtual (usada em chats, MSN, orkut etc.) tem contribuído (e muito) para a desconstrução do bom português, principalmente do português escrito. Vamos ficar atentos e não nos deixarmos levar por essas influências, que podem nos fazer "desaprender" muitas coisas em relação ao nosso idioma.

Então, vamos lá!

1. O verbo haver no sentido de existir não vai para o plural

Exemplos:

Houve problemas no desembarque dos passageiros.

Sempre houve brincadeiras diferenciadas nesta escola.

Observação: se fosse usado o verbo existir, este, sim, iria para o plural.

2. Nada haver ou nada a ver?

Não faz nenhum sentido escrever nada haver quando a intenção é dizer que uma coisa não tem relação com outra, que não diz respeito a outra. Neste caso, usa-se nada a ver.

Exemplo:

Esse assunto não tem nada a ver com o que estávamos conversando.

Observação: em Portugal, onde haver também é sinônimo de receber, se fala ter a haver. Mas a expressão não é usual aqui no Brasil.

3. Meio dia e meio ou meio dia e meia?

Meio dia e meio não faz muito sentido. Seria o mesmo que dizer um dia inteiro, já que meio dia mais meio é igual a um dia (não riam da minha explicação!). Já meio dia e meia significa que é meio dia mais meia hora, que está subentendida na expressão. Portanto, o correto é usar meio dia e meia.

4. Meio ou meia?

Não se fala ou escreve, por exemplo: "A maçã está meia verde". Esse meia dá ideia de metade. O correto seria "A maçã está meio verde", que significa que a maçã está um pouco verde, ou mais ou menos verde. Se houver dúvidas, é só substituir a palavra meio ou meia por metade ou mais ou menos, e ver o que encaixa melhor na estrutura da frase.

Exemplos:

Junte meia medida de leite aos outros ingredientes. (meia = metade)

A mãe de Joana estava meio preocupada hoje. (meio = um pouco, mais ou menos)

5. Nenhum e nem um

Nenhum é um pronome indefinido e significa nulo, inexistente. Já nem um é uma sequência formada por nem (advérbio) e um (numeral), e significa nem sequer um, nem mesmo um.

Exemplos:

Não havia nenhuma pessoa lá quando cheguei.

Não gostei nem um pouco disso.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Por que, por quê, porque, porquê

Muitas pessoas têm dúvida quanto ao emprego correto dessas quatro palavras/expressões: por que, por quê, porque, porquê. Mas não há muito mistério, não. Uma vez entendido, dificilmente alguém terá dúvidas quanto ao seu emprego.

Vamos às explicações.

1. Por que - normalmente usa-se por que quando o significado é por qual razão, por qual motivo, pelo qual.

Exemplos:

* Por que você não foi à festa? (por qual razão)
* Não sei por que Sebastião não quer almoçar. (por qual motivo)
* Sei bem o motivo por que não compareci à reunião. (pelo qual)

2. Por quê - quando vier antes de um ponto (seja final, interrogativo, exclamação) e tiver o significado de por qual motivo, por qual razão, o por quê deverá vir acentuado.

Exemplos:

* Vocês não estão mais juntos? Por quê? (por qual motivo)
* Andar cinco quilômetros, por quê? Vamos de carro. (por qual razão)

3. Porque - usa-se porque quando se quer explicar algo, quando a palavra equivale a pois, uma vez que.

Exemplos:

* Vou ao supermercado porque preciso comprar alguns mantimentos. (pois)
* Não atravesse agora porque o sinal está aberto. (uma vez que)

4. Porquê - escrito dessa forma, porquê funciona como substantivo, significando o motivo, a razão. Vem acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral.

Exemplos:

* Não sei qual o porquê de tudo isso. (o motivo)
* Diga-me um porquê de você não querer ir à aula hoje. (uma razão)

Como dá para perceber, não é complicado e nem precisa decorar. É só entender a função de cada uma dessas palavras/expressões na estrutura da frase. Mas, precisando, pode voltar aqui e dar uma relembrada!

Até a próxima!


P.S.: dedicado à minha querida amiga Rachel, que contribuiu com essa dica de post. Obrigada, Rachel! Espero que tenha gostado.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Pleonasmos

Pleonasmo é uma figura de linguagem muito recorrente, tanto na fala como na escrita. Trata-se do emprego de redundâncias, de repetições de palavras ou expressões de mesmo sentido, com a finalidade de reforçar ou enfatizar a expressão.

Alguns exemplos comuns de pleonasmos na língua portuguesa:

* Foi o que vi com meus próprios olhos. - Só se pode ver com os próprios olhos.

* Perdoe-lhe pelo divino amor de Deus! - Deus é divino. Logo, tudo o que é relativo a Deus é divino.

* Explicou a tarefa nos mínimos detalhes. - Detalhe quer dizer: pormenor, particularidade, minúcia. Não precisa da palavra mínimos para se referir a detalhes.

* A mim restam-me as lágrimas. - Mim e me funcionam como sinônimos.

* O acabamento final será feito conforme o gosto do cliente. - Acabamento já se refere a final.

* Olha pra você ver! - Só se olha com a finalidade de ver, de enxergar.

* Os dinossauros foram extintos milhões de anos atrás. - O verbo haver, nesse caso, indica que já se passaram milhões de anos. Portanto, dispensa-se o uso da palavra atrás.

Temos muitos outros exemplos de pleonasmos na nossa língua. É o caso das expressões: subir para cima, descer para baixo, entrar para dentro, sair para fora, cego dos olhos, encarar de frente, conviver junto, amanhecer o dia, comparecer pessoalmente, surpresa inesperada, certeza absoluta, elo de ligação, fato real, ambos os dois, pleonasmo redundante (esse foi redundantemente proposital).

Com um pouquinho de atenção, dá para evitar o uso dos pleonasmos, principalmente na linguagem escrita. Na fala, é mais difícil monitorar esses vícios de linguagem, mas é só ficar mais atento para não fazer feio em uma entrevista de emprego, em uma reunião de negócios ou em uma apresentação pública, por exemplo. Já em casa, com os amigos ou em ambientes menos formais, tudo é permitido! Como dizia minha professora de linguística: "Não existe o certo e o errado em uma língua. O que existe são maneiras diferentes de se expressar". Como para tudo nessa vida, cabe aí o bom senso.

Bom fim de semana a todos e até mais!

P.S.: não se esqueçam de participar da enquete ao lado!

domingo, 18 de abril de 2010

Curiosidades - Et coetera

Afinal de contas, o que quer dizer o termo etc., que tanto vemos e usamos no nosso dia-a-dia?

De acordo com o nosso dicionário, etc. é a "abreviação da locução latina et coetera, que significa e o mais, e outras coisas". É normalmente utilizada no fim de uma frase para representar a continuação lógica de uma série ou enumeração.

Vale lembrar que não se deve usar o "e" antes de etc., já que o termo quer dizer "e outras coisas". Ficaria sem sentido escrever, por exemplo, "... comprei tomate, cebola, pimentão e e outras coisas". É válido lembrar ainda que o etc. deve vir obrigatoriamente com o ponto, já que se trata de uma abreviação.

O etc., embora algumas vezes aplicado desta forma, não deve ser utilizado para se referir a pessoas. Deve-se utilizar a expressão et alii (abreviação et al., significa "e os outros").

Hífen

De acordo com o novo acordo ortográfico, as regras para o uso do hífen mudaram.

Segue abaixo um resumo sobre as novas regras para o uso desse sinal diacrítico, que tanto nos confunde quanto ao seu emprego.

Não se emprega o hífen:

1. Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo termo inicia-se em r ou s. Nesse caso, passa-se a duplicar estas consoantes: antirreligioso, contrarregra, infrassom, microssistema, minissaia, microrradiografia etc.
2. Nas constituições em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal e o segundo termo inicia-se com vogal diferente: antiaéreo, extraescolar, coeducação, autoestrada, autoaprendizagem, hidroelétrico, plurianual, autoescola, infraestrutura etc.
3. Nas formações, em geral, que contêm os prefixos des- e in- e o segundo elemento perdeu o h inicial: desumano, inábil, desumidificar etc.
4. Nas formações com o prefixo co-, mesmo quando o segundo elemento começar com o: cooperação, coobrigação, coordenar, coocupante, coautor, coedição, coexistir etc.
5. Em certas palavras que com o uso adquiriram noção de composição: pontapé, girassol, paraquedas, paraquedista etc.
6. Em alguns compostos com o advérbio “bem”: benfeito, benquerer, benquerido etc.

Emprega-se o hífen:

1. Nas formações em que o prefixo tem como segundo termo uma palavra iniciada por h: sub-hepático, eletro-higrómetro, geo-história, neo-helênico, extra-humano, semi-hospitalar, super-homem.
2. Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal do segundo elemento: micro-ondas, eletro-ótica, semi-interno, auto-observação etc.

Obs.: O hífen é suprimido quando para formar outros termos: reaver, inábil, desumano, lobisomem, reabilitar.

Fonte: Site Brasil Escola - http://www.brasilescola.com/acordo-ortografico/hifen-o-que-mudou.htm

domingo, 11 de abril de 2010

Regras básicas de pontuação

Parece bobagem, mas muita gente não sabe como e quando usar corretamente a pontuação ao redigir um texto. Por isso, resolvi abordar esse assunto aqui.

Segue abaixo um resumão das regras de pontuação para ajudar quem ainda tem dúvidas ao usá-las. Espero que seja útil!

. (ponto) - para marcar final de frases.

, (vírgula) - separar uma lista de itens, o vocativo, o aposto, o adjunto adverbial e para indicar pausa na leitura.

? (ponto de interrogação) - final de frases interrogativas diretas.

! (ponto de exclamação) - indicar surpresas, traduzir ordens.

- (hífen) - para palavras compostas.

: (dois pontos) - emprega-se geralmente, antes de citações, enumerações ou orações que explicam o enunciado anterior.

; (ponto e vírgula) - estabelecer divisões bem marcadas entre uma idéia e outra, para separar orações com sentido oposto ou ainda para separar itens em séries que anteriormente já vieram separados por vírgula.
.
( ) (parênteses) - para incluir informação extra em uma frase, como por exemplo, datas, idéias, exemplos etc.
.
… (reticências) - para indicar uma interrupção da estrutura da frase que não foi concluída por algum motivo e em citações onde alguns trechos foram excluídos.
.
“ ” (aspas) - para introduzir frases ou idéias de terceiros ou de uma citação; em palavras estrangeiras, expressões latinas, palavras grafadas erradamente, neologismos e gíria ainda não incorporada ao vocabulário.
.
— (travessão) - utilizado na representação gráfica de diálogos, quando há mudanças de interlocutor.
.
Esse é mesmo um resumão sobre a pontuação. Qualquer dúvida além do que esse post abordou, deixe um comentário.

Até a próxima!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Escrevendo uma boa redação

"Um dos piores erros que os candidatos podem cometer em uma prova de redação é a extrema preocupação com a forma, com a gramática. O importante é que ele opine sobre o tema", explica a coordenadora da banca de avaliação de redações da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), Marisa Magnus Smith.

Ao fazer uma redação, seja para uma prova de concurso, para o vestibular ou para uma seleção de emprego, tenha sempre em mente que o mais importante é saber articular bem as palavras, não fugindo do tema proposto. É preciso, para isso, estar bem informado sobre o que anda acontecendo por aí, mantendo seus conhecimentos gerais em dia.


Pratique, escreva mesmo, pois só assim você adquirirá uma maior habilidade no manejo com as palavras. A leitura também é importantíssima, pois nos enriquece o vocabulário, amplia nossos conhecimentos, nos tornando melhores escritores.


Uma boa dica ao fazer uma redação é tentar evitar as palavras mais rebuscadas para não correr o risco de empregá-las indevidamente. Use um vocabulário formal, porém simples, de fácil compreensão, que não gere ambiguidades. Lembre-se: o mais importante é se fazer entender e mostrar que sabe desenvolver o tema proposto. Evite também escrever períodos muito longos, para que a essência do que você quer dizer não se perca.

Quando se deparar com temas polêmicos, tente não adotar uma posição radical, pois nem sempre é pertinente dar sua real opinião sobre determinado assunto. Para isso, você terá que usar o bom senso. Por exemplo, na hora de escrever um texto sobre a legalização das drogas ou do aborto, ninguém precisa "encarnar o revolucionário" para passar em um vestibular de uma universidade famosa por sua histórica política de contestação. A autenticidade de seu pensamento deve estar refletida em seu texto, nem mais, nem menos. Sendo assim, desenvolva sua redação evitando radicalismos, mas assuma uma posição e justifique-a com argumentos plausíveis.

Embora a gramática não seja mais o primeiro aspecto a ser avaliado em uma redação, não relaxe com as regras gramaticais que você aprendeu na escola. Lembre-se de pontuar corretamente suas frases, de acentuar devidamente as palavras, de iniciar frases com letra maiúscula, de não abreviar, de não repetir a mesma palavra várias vezes no decorrer do seu texto. Evite gírias, palavras de baixo calão, palavras estrangeiras (procure sempre por uma equivalente no português) e ditados populares, pois estes empobrecem a sua redação.

Seguindo essas dicas básicas, você terá grandes chances de se sair bem em qualquer redação!

Bom, por hoje é isso. Surgindo dúvidas, podem postá-las nos comentários que terei o maior prazer em ajudar!

Até a próxima!

.