segunda-feira, 13 de junho de 2011

Ditos populares – curiosidades

E a gente pensa que repete corretamente os ‘ditos populares’…
No popular se diz:

‘Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro’.
Correto: ‘Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro’.

Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.’
Enquanto o correto é: ‘ Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.’

‘Cor de burro quando foge.’
O correto é: ‘Corro de burro quando foge!’

Outro que no popular todo mundo erra: ‘Quem tem boca vai a Roma.’
O correto é: ‘Quem tem boca vaia Roma’. (isso mesmo, do verbo vaiar)

Outro que todo mundo diz errado:
‘Cuspido e escarrado’ – quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa.
O correto é: ‘Esculpido em Carrara.’ (Carrara é um tipo de mármore)

Mais um famoso… ‘Quem não tem cão, caça com gato.’
O correto é: ‘Quem não tem cão, caça como gato… ou seja, sozinho!’


Fonte: Internet

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E você? Falava corretamente algum desses ditos populares? Eu, pelo menos, não falava corretamente nenhum! Nossa língua portuguesa é mesmo cheia de surpresas…

Qual das duas frases está correta?

Qual das frases é correta: “Convidamos os presentes a aplaudir” ou “Convidamos os presentes a aplaudirem“?

A frase gramaticalmente correta é a segunda. De acordo com o que nos diz a regra, em língua portuguesa a forma nominal infinitivo pode apresentar-se de dois modos.

No infinitivo impessoal, considera-se apenas o processo verbal e não há flexão. Exemplo: “Fumar faz mal à saúde”.
Já o infinitivo pessoal ocorre quando se atribui um agente ao processo verbal. E é esse o caso da segunda frase (“Convidamos os presentes a aplaudirem”), em que há sujeitos ou agentes para “aplaudirem”: os presentes.

A forma verbal flexionada é, portanto, obrigatória. Também é preciso cuidado para não flexionar os dois verbos ao formar uma locução verbal, como no exemplo a seguir: “Na próxima esquina, vamos entrarmos à esquerda”. O correto seria dizer: “Na próxima esquina, vamos entrar à esquerda”.

Fonte: Revista Nova Escola

Língua portuguesa e internet: (des)aprendizagens

A tecnologia é, sem dúvida, algo que trouxe e continua trazendo inúmeras facilidades para o cotidiano das pessoas. A internet, como fruto da tecnologia, veio para ampliar nosso acesso ao conhecimento e à informação, além de trazer entretenimento, interação entre as pessoas e uma gama enorme de outros fatores que contribuem para que nos tornemos cada vez mais ”dependentes” dessa ferramenta tecnológica, pois são muitas as vantagens que ela nos desponibiliza. Porém, nem sempre a internet educa para algo positivo.

Gostaria de ressaltar, nesse post, sobre como as redes sociais e os programas de mensagens instantâneas têm “deseducado” as pessoas quanto à escrita “correta”, a escrita padrão. É comum vermos muitas abreviaturas, palavras sem acento, trocas de letras, “novos” fonemas, falta de pontuação e outros. Mas será mesmo um erro digitar fora da norma padrão da língua portuguesa quando a situação não é formal, ou quando estamos com pressa? A meu ver, a questão não se restringe apenas a um simples texto de internet digitado fora do padrão, mas, sim, às “desaprendizagens” que essa escrita/leitura podem causar. As pessoas estão tão acostumadas a digitarem apressadamente sem usar os acentos devidos, sem pontuar suas frases ou sem escrever as palavras integralmente que isso acaba influenciando no seu dia-a-dia, levando esse “desaprendizado” para o trabalho, para a escola, para a entrevista de emprego, para o vestibular ou o concurso público.

É preciso não confundirmos os vários tipos de linguagens que podemos/devemos empregar nos variados tipos de situações. Para que não ocorra a “desaprendizagem” da norma culta, é importante que nos aproximemos ao máximo dela, mesmo em situações que não exijam tanta formalidade. Digo isso para a forma escrita, pois a língua falada é mais “versátil” nesse sentido, não é tão rígida, apesar de que não devemos nos descuidar dela quando a situação exigir um certo grau de formalidade.

Sendo assim, convido vocês a fazerem um teste. Que tal se tentássemos acentuar as palavras que digitamos no MSN, nas redes sociais, nos comentários em blogs? Poderíamos pontuar adequadamente nossas frases para que o leitor tenha uma melhor compreensão do que estamos querendo dizer. Poderíamos evitar as abreviações para tornarmos nossa linguagem mais clara. Poderíamos ter sempre em mente que é legal lermos um texto bem escrito, harmonioso, claro, mesmo que seja uma simples conversa de MSN. Passa uma boa impressão, não acham? Que tal se tentássemos a partir de agora? Não é difícil…

Uma boa semana a todos!